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5 erros que arruínam a criação de frangos de corte

AAAdministrador Agrogebil12 de julho de 20265 min de leitura

Quase todos os pequenos avicultores que visitamos perdem dinheiro pelos mesmos cinco motivos. Nenhum deles exige equipamento caro para ser corrigido — exigem atenção nos primeiros dias e disciplina no dia a dia.

Estes são os erros que mais vezes encontramos no terreno, e o que fazer em vez disso.

1. Meter aves a mais no mesmo espaço

É a tentação mais natural: o pavilhão está construído, os pintos são baratos, porque não pôr mais uns quantos?

Porque o lucro não vem do número de aves alojadas — vem dos quilos de frango que saem do pavilhão. Com aves a mais, a cama fica húmida mais depressa, o amoníaco sobe, as aves comem menos e adoecem mais. Acaba por vender menos quilos do que venderia com menos aves.

Em pavilhão aberto, como é a maioria em Angola, conte com **10 a 12 aves por metro quadrado** — e desça para 8 a 10 na época mais quente. Num pavilhão de 10 x 8 metros (80 m²), isso são 800 a 960 aves, não 1.500.

2. Descuidar a água

A água é o alimento mais consumido e o mais esquecido. Uma ave bebe cerca de **duas vezes o peso do que come**, e bastante mais quando está calor. Se a água falta duas horas num dia quente, o consumo de ração cai nesse dia e já não recupera.

O que verificar todos os dias:

  • Todos os bebedouros com água limpa e fresca, sem excepção
  • Bebedouros lavados diariamente — o biofilme que se sente escorregadio ao toque é onde as bactérias crescem
  • Água à altura do dorso das aves, subindo os bebedouros à medida que elas crescem
  • Reserva suficiente para aguentar um corte de água ou de energia

Se não bebesse a água que dá às suas aves, elas também não deviam bebê-la.

3. Falhar o aquecimento na primeira semana

Um pinto com poucos dias ainda não regula a própria temperatura. Se tiver frio, junta-se em montes, não come e não bebe — e um pinto que não come nos primeiros dias nunca alcança o peso dos outros, por muito boa que seja a ração depois.

Comece o alojamento a **32-34 °C** ao nível dos pintos e baixe cerca de 2 a 3 °C por semana, até aos 21-24 °C. Mas o termómetro é só um guia: **são as aves que dizem a verdade**.

  • Amontoadas debaixo da fonte de calor: têm frio
  • Afastadas para as paredes, de bico aberto e a ofegar: têm calor
  • Espalhadas por igual, a comer, a beber e a fazer barulho: está certo

Olhe para o lote assim que entrar no pavilhão, antes de olhar para o termómetro.

4. Comprar ração pelo preço do saco

É o erro que mais dinheiro custa, e o mais difícil de ver, porque parece uma poupança.

Uma ração mais barata que dê pior conversão sai mais cara no fim. O que interessa não é quanto custa o saco — é **quanto custa a ração por cada quilo de frango produzido**. Um frango de corte bem alimentado converte cerca de 1,7 kg de ração em 1 kg de peso vivo aos 42 dias. Se a ração barata levar essa conversão a 2,2 kg, está a gastar meio quilo de ração a mais por cada quilo de frango — e nenhum desconto no saco compensa isso.

Faça as contas do seu próprio lote: pese a ração que entrou, pese os frangos que saíram, divida. É a conta mais rentável que pode fazer no seu negócio.

5. Encher o pavilhão no dia seguinte a esvaziá-lo

Vender o lote à sexta e alojar pintos novos no sábado parece aproveitar bem o espaço. Na prática, é entregar aos pintos novos todas as doenças do lote anterior.

Entre lotes é preciso: retirar toda a cama velha para longe do pavilhão, lavar, desinfectar, e deixar o pavilhão **vazio e seco 10 a 14 dias**. É o chamado vazio sanitário, e não há vacina que substitua o que ele faz.

Vale a pena juntar-lhe o resto da biossegurança, que não custa quase nada: pedilúvio à entrada, botas e fato só para o pavilhão, visitas limitadas, e **nunca** entrar num lote novo depois de ter estado num lote velho.

Por onde começar

Se só puder mudar uma coisa esta semana, comece pela água — é a mais barata de corrigir e a que dá resultado mais depressa. Depois trate do vazio sanitário no próximo lote e faça as contas da conversão da ração.

Estes cinco pontos são o alicerce de qualquer produção rentável, e são também o que trabalhamos em detalhe no curso **Avicultura do Zero ao Lucro**: instalações, maneio, sanidade, alimentação e gestão do negócio, passo a passo e com números.

Precisa de ajuda com o seu aviário? A equipa técnica da Agrogebil faz visitas e consultoria — fale connosco.

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